Entrevista com o coordenador geral do SINTSEF/CE.
Edição do dia
01 de Jul de 2004

AVALIAÇÃO DO PLANO
Moeda eleitoreira
Luís Carlos Alencar Macedo, coordenador
do Sintsef - “O real veio, não para dar poder
de compra ao trabalhador, mas para atender a um projeto político
da elite dominante. Por isso, o trabalhador não tem
nada para comemorar, uma vez que o arrocho que vinha sofrendo
ao longo desses 10 anos, não parou com a política
do governo Lula”. A análise é do coordenador
geral do Sindicato dos Servidores Federais no Estado do Ceará
(SINTSEF), Luís Carlos Alencar Macedo, para quem o
real foi apenas uma moeda eleitoreira. “Muitos participaram
dessa trama”, diz, fazendo associação
do Plano Real com o Consenso de Washington que dita a política
econômica nos países da América Latina.
Para saldar compromissos com a dívida, os governos
estaduais criaram superávit primário. A meta
era baixar a inflação às custas de arrocho
salarial, e os servidores públicos foram penalizados
com a perda de verbas do setor.No caso do servidores federais,
de janeiro de 1995 a dezembro de 2003, as perdas foram de
127%.
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