domingo, 05 de fevereiro de 2012
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BRASIL!

UM DESCOBRIMENTO ESTRANHO

No ano mil e quinhentos

O Brasil foi descoberto
Eu queria está por perto

Pra conhecer essa história

Ninguém vai ficar por fora

Da grande realidade

Alguém diz que na verdade

A história não está perfeita

E existe uma suspeita

De fútil leviandade

Criaram no sul da Espanha

Uma escola pra ensinar

E engendrar a façanha

Na técnica de navegar

Começando a preparar

Os grandes navegadores

No Barco à Vela doutores

De renomada experiência

Usando a inteligência

Fosse a Ilha dos Açores

A Espanha e Portugal

Uniram-se nesse tratado

Foi tamanho o resultado

Desses acontecimentos

E Sagres nesse momento

Foi a grande revelação

Fez sua emancipação

Ensinando a navegar

E com escola dotar

Homens pra navegação

Vasco da Gama conhecia

Os caminhos orientais

E aprendia muito mais

Nas viagens que fazia

Tinha como garantia

E certeza absoluta

Que nessa grande disputa

Nossa terra era redonda

E atravessando ondas

Prosseguia sua luta

Ele sempre aconselhava

Que para evitar calmaria

O navegador devia

Fugir das costas da África

E o ensino desta prática

Foi dando mais consistência

E vista como ciência

O navegador se afastava

Aí ele navegava

Com muito mais consciência

Mas antes nós precisamos

Mostrar algo interessante

Pra falar de um importante

Navegador genovês

E dizer que o que ele fez

Invejou a muita gente

Pois ele foi competente

Pro Ocidente partiu

E na viagem descobriu

Uma terra diferente

Colombo pediu ao Rei

Pra essa viagem fazer

E da Índia ele trazer

A chamada especiaria

Só que quando ele ia

Nova terra ele avistou

E ali desembarcou

Com suas três caravelas

E ao descer logo delas

Da boa terra gostou

Santa Maria, Pinta e Nina

Nome das três caravelas

Que enfrentaram procelas

E ondas do alto mar

E Colombo a navegar

Com a sua habilidade

Pensava na Majestade

E dizia vou vencer

Quem for vivo há de ver

A grande prosperidade

Esse fato no ano

Mil quatrocentos e noventa e dois

E oito anos depois

Pedro Álvares Cabral

Num gesto descomunal

Pediu ordem a sua alteza

Dom Manoel com certeza

Em nada pestanejou

E de pronto ele mandou

Praticar a sutileza

E essa grande viagem

Que Pedro Álvares fazia

Buscar especiaria

Não era bem verdadeira

Pois não era brincadeira

O que eles ali forjavam

Os Portugueses buscavam

Se livrarem do que era ruim

Buscando assim, darem fim

No que lhes prejudicavam

Portugal era repleto

De grande proletariado

E o único resultado

Era achar algum lugar

Onde pudesse jogar

Aquela grande ralé

E pra que pudesse até

Mudar a sua cultura

Porque naquela fervura

Ninguém ia tomar pé

Dom Manoel já sabia

Através dos irmãos Pinzon

Que um lugar muito bom

Além do atlântico existia

E que ali garantia

Eles não voltarem mais

Com o Pau Brasil e Pinhais

Eles iam se entreterem

E o resto da vida viverem

Naqueles vis matagais

Foi aí que imaginou

Mandar treze Caravelas

Fortificou suas velas

E mandou Pedro partir

E abriu seus calabouços

Colocou todos ladrões

E também nos seus porões

Colocou os degredados

Coitados acorrentados

Entraram aos borbotões

E mandou um escrivão

O Pero Vaz de caminha

Que muita coragem tinha

E sabia escrever mentira

E muita emoção sentira

Ao longo dessa viagem

Com a sua malandragem

Pegou a pena e papel

Fez carta a Dom Manuel

Contando o que ele vira

 

A carta dizia assim

Sua Alteza a terra é boa

Aqui, ali faz garoa

E é ótima pra se plantar

Em se plantando tudo dar

Vai produzir o bastante

Essa gente ignorante

Vai produzir pra comer

E o resto da vida viver

Como simples retirantes

Não importa que um dia

Tenham escola pra estudar

E possam se preparar

Vir ser intelectual

Mas a parte social

Vai ser pouco, podes crer

Pois ninguém vai entender

Que o efeito do capital

Vai lhes causar muito mal

E impedir de crescer

Não é brincadeira não

Treze caravelas cheias

De homens que na cadeia

Não tinham nem profissão

Se misturarem com índios

Também sem nenhum saber

Como podiam aprender

Viver com soberania

Por isso é que hoje em dia

Ta gerada a confusão

E os padres Jesuítas

Aos índios catequizando

E os chefes colocando

Os negros na escravidão

E sem qualquer reação

Começaram a produzir

Pra poderem subsistir

Tinham que gerar comida

Que logo em contrapartida

Voltavam para a prisão

E o tempo foi se passando

Com bastante sutileza

E não havia clareza

No julgo de Portugal

E naquele matagal

Descobriu-se o Pau Brasil

Quem na viagem partiu

Começou a se embrenhar

E ali mesmo explorar

O pau de forma sutil

E o Brasil começou

Daí a ser condenado

E o grande resultado

Foi a vil exploração

E a nossa imensa nação

Foi perdendo o seu conceito

E também não ter direito

A legítima liberdade

O certo é que na verdade

A Portugal ficou sujeito

E todas as nossas minas

Foram sendo exploradas

Carradas e mais carradas

Do caro e puro metal

Levaram pra Portugaql

Enriqueceram a coroa

E na capital Lisboa

O Dom Manoel sorria

Com pompa e soberania

Fazia o seu carnaval

E o Brasil como colônia

Em nada se ostentava

Apenas ele guardava

As coisas de Portugal

A escravidão afinal

Obrigada a trabalhar

A produzir e a penar

Era a ordem dos senhores

Verdadeiros predadores

Da ordem nacional

E foi assim até quando

Dom Pedro se irritou

E as margens do Ipiranga

A sua espada empunhou

E com coragem gritou

"independência ou morte"

e com esse brado forte

Declarou a liberdade

Mesmo assim não foi verdade

Que o Brasil se libertou

Pois quem manda no Brasil

Não somos nós brasileiros

É o FMI

Com seu infame dinheiro

Cujo juro exorbitante

Aumenta todos os dias

E é grande a tirania

Do gigante americano

Que vive qual um cigano

Nos roubando todo dia

Mas tudo tem o seu tempo

O que nasce morre também

Capital não é exemplo

Nem é dono de ninguém

Um dia o socialismo

Haverá de triunfar

E aqui predominar

Mandar tio sam pra fora

Pois está chegando a hora

Da burguesia tombar

E a bandeira brasileira

Mais bela irá tremular

E o hino nacional

Mais forte se entoará

Se o senhor Presidente

Honrar o nosso brasão

Aí sim, o cidadão

Poderá viver em paz

E nunca mais, nunca mais!

Comer migalhas de pão

E o congresso nacional

Pra conservar seu conceito

Terá que ter mais respeito

Pelo povo que votou

E que faça em seu favor

Algo nobre que o inalteça

E não deixe que pereça

Seus valores, sua crença

Porque nossa paicência

Há tempo se esgotou

Tanto o AFTA quanto a ALCA

São elementos fatais

E não alimentam jamais

A nossa perseverança

São sinônimos de ganância

Do triste imperialismo

Que mantém seu ativismo

Na fraqueza dos pequenos

Não existe o mais ou menos

Nesse vil capitalismo

Para que não sofra eu,

Nem seu Joaquim, nem seu João

Pra que não sofra você

Sua irmã, o seu irmão

Pra que não soframos nós

Não sofra toda nação

No dia da eleição

Aprendamos a votar

Com o seu título na mão

Quando na cabine entrar

Ali você caladinho

E sem criar confusão

Aperte a teclinha NULO

Não estrague seu voto não

É melhor não votar mais

Torne-se um cidadão

AUTOR:

Geraldo Pereira da Costa

E-MAIL: geraldopcosta@hotmail.com

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