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No ano mil e quinhentos
O Brasil foi descoberto
Eu queria está por perto
Pra conhecer essa história
Ninguém vai ficar por fora
Da grande realidade
Alguém diz que na verdade
A história não está perfeita
E existe uma suspeita
De fútil leviandade
Criaram no sul da Espanha
Uma escola pra ensinar
E engendrar a façanha
Na técnica de navegar
Começando a preparar
Os grandes navegadores
No Barco à Vela doutores
De renomada experiência
Usando a inteligência
Fosse a Ilha dos Açores
A Espanha e Portugal
Uniram-se nesse tratado
Foi tamanho o resultado
Desses acontecimentos
E Sagres nesse momento
Foi a grande revelação
Fez sua emancipação
Ensinando a navegar
E com escola dotar
Homens pra navegação
Vasco da Gama conhecia
Os caminhos orientais
E aprendia muito mais
Nas viagens que fazia
Tinha como garantia
E certeza absoluta
Que nessa grande disputa
Nossa terra era redonda
E atravessando ondas
Prosseguia sua luta
Ele sempre aconselhava
Que para evitar calmaria
O navegador devia
Fugir das costas da África
E o ensino desta prática
Foi dando mais consistência
E vista como ciência
O navegador se afastava
Aí ele navegava
Com muito mais consciência
Mas antes nós precisamos
Mostrar algo interessante
Pra falar de um importante
Navegador genovês
E dizer que o que ele fez
Invejou a muita gente
Pois ele foi competente
Pro Ocidente partiu
E na viagem descobriu
Uma terra diferente
Colombo pediu ao Rei
Pra essa viagem fazer
E da Índia ele trazer
A chamada especiaria
Só que quando ele ia
Nova terra ele avistou
E ali desembarcou
Com suas três caravelas
E ao descer logo delas
Da boa terra gostou
Santa Maria, Pinta e Nina
Nome das três caravelas
Que enfrentaram procelas
E ondas do alto mar
E Colombo a navegar
Com a sua habilidade
Pensava na Majestade
E dizia vou vencer
Quem for vivo há de ver
A grande prosperidade
Esse fato no ano
Mil quatrocentos e noventa e dois
E oito anos depois
Pedro Álvares Cabral
Num gesto descomunal
Pediu ordem a sua alteza
Dom Manoel com certeza
Em nada pestanejou
E de pronto ele mandou
Praticar a sutileza
E essa grande viagem
Que Pedro Álvares fazia
Buscar especiaria
Não era bem verdadeira
Pois não era brincadeira
O que eles ali forjavam
Os Portugueses buscavam
Se livrarem do que era ruim
Buscando assim, darem fim
No que lhes prejudicavam
Portugal era repleto
De grande proletariado
E o único resultado
Era achar algum lugar
Onde pudesse jogar
Aquela grande ralé
E pra que pudesse até
Mudar a sua cultura
Porque naquela fervura
Ninguém ia tomar pé
Dom Manoel já sabia
Através dos irmãos Pinzon
Que um lugar muito bom
Além do atlântico existia
E que ali garantia
Eles não voltarem mais
Com o Pau Brasil e Pinhais
Eles iam se entreterem
E o resto da vida viverem
Naqueles vis matagais
Foi aí que imaginou
Mandar treze Caravelas
Fortificou suas velas
E mandou Pedro partir
E abriu seus calabouços
Colocou todos ladrões
E também nos seus porões
Colocou os degredados
Coitados acorrentados
Entraram aos borbotões
E mandou um escrivão
O Pero Vaz de caminha
Que muita coragem tinha
E sabia escrever mentira
E muita emoção sentira
Ao longo dessa viagem
Com a sua malandragem
Pegou a pena e papel
Fez carta a Dom Manuel
Contando o que ele vira
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A carta dizia assim
Sua Alteza a terra é boa
Aqui, ali faz garoa
E é ótima pra se plantar
Em se plantando tudo dar
Vai produzir o bastante
Essa gente ignorante
Vai produzir pra comer
E o resto da vida viver
Como simples retirantes
Não importa que um dia
Tenham escola pra estudar
E possam se preparar
Vir ser intelectual
Mas a parte social
Vai ser pouco, podes crer
Pois ninguém vai entender
Que o efeito do capital
Vai lhes causar muito mal
E impedir de crescer
Não é brincadeira não
Treze caravelas cheias
De homens que na cadeia
Não tinham nem profissão
Se misturarem com índios
Também sem nenhum saber
Como podiam aprender
Viver com soberania
Por isso é que hoje em dia
Ta gerada a confusão
E os padres Jesuítas
Aos índios catequizando
E os chefes colocando
Os negros na escravidão
E sem qualquer reação
Começaram a produzir
Pra poderem subsistir
Tinham que gerar comida
Que logo em contrapartida
Voltavam para a prisão
E o tempo foi se passando
Com bastante sutileza
E não havia clareza
No julgo de Portugal
E naquele matagal
Descobriu-se o Pau Brasil
Quem na viagem partiu
Começou a se embrenhar
E ali mesmo explorar
O pau de forma sutil
E o Brasil começou
Daí a ser condenado
E o grande resultado
Foi a vil exploração
E a nossa imensa nação
Foi perdendo o seu conceito
E também não ter direito
A legítima liberdade
O certo é que na verdade
A Portugal ficou sujeito
E todas as nossas minas
Foram sendo exploradas
Carradas e mais carradas
Do caro e puro metal
Levaram pra Portugaql
Enriqueceram a coroa
E na capital Lisboa
O Dom Manoel sorria
Com pompa e soberania
Fazia o seu carnaval
E o Brasil como colônia
Em nada se ostentava
Apenas ele guardava
As coisas de Portugal
A escravidão afinal
Obrigada a trabalhar
A produzir e a penar
Era a ordem dos senhores
Verdadeiros predadores
Da ordem nacional
E foi assim até quando
Dom Pedro se irritou
E as margens do Ipiranga
A sua espada empunhou
E com coragem gritou
"independência ou morte"
e com esse brado forte
Declarou a liberdade
Mesmo assim não foi verdade
Que o Brasil se libertou
Pois quem manda no Brasil
Não somos nós brasileiros
É o FMI
Com seu infame dinheiro
Cujo juro exorbitante
Aumenta todos os dias
E é grande a tirania
Do gigante americano
Que vive qual um cigano
Nos roubando todo dia
Mas tudo tem o seu tempo
O que nasce morre também
Capital não é exemplo
Nem é dono de ninguém
Um dia o socialismo
Haverá de triunfar
E aqui predominar
Mandar tio sam pra fora
Pois está chegando a hora
Da burguesia tombar
E a bandeira brasileira
Mais bela irá tremular
E o hino nacional
Mais forte se entoará
Se o senhor Presidente
Honrar o nosso brasão
Aí sim, o cidadão
Poderá viver em paz
E nunca mais, nunca mais!
Comer migalhas de pão
E o congresso nacional
Pra conservar seu conceito
Terá que ter mais respeito
Pelo povo que votou
E que faça em seu favor
Algo nobre que o inalteça
E não deixe que pereça
Seus valores, sua crença
Porque nossa paicência
Há tempo se esgotou
Tanto o AFTA quanto a ALCA
São elementos fatais
E não alimentam jamais
A nossa perseverança
São sinônimos de ganância
Do triste imperialismo
Que mantém seu ativismo
Na fraqueza dos pequenos
Não existe o mais ou menos
Nesse vil capitalismo
Para que não sofra eu,
Nem seu Joaquim, nem seu João
Pra que não sofra você
Sua irmã, o seu irmão
Pra que não soframos nós
Não sofra toda nação
No dia da eleição
Aprendamos a votar
Com o seu título na mão
Quando na cabine entrar
Ali você caladinho
E sem criar confusão
Aperte a teclinha NULO
Não estrague seu voto não
É melhor não votar mais
Torne-se um cidadão |